Filmado inteiramente num apartamento na avenida São Luiz, no centro de
São Paulo, o longa poderia ser um primo (ou um sobrinho) paulistano de
"O Iluminado" (1980), um dos clássicos do diretor Stanley Kubrick
(1928-1999).
Júnior
(Marat Descartes) é um homem de trinta e poucos anos que se separa da
mulher e volta a morar com o pai (Antonio Fagundes, o primeiro a entrar
no projeto).
À
medida que revira a memória da mãe morta, o divorciado entra em uma
espiral sombria de demência na qual realidade se confunde com ilusão. "O
filme de Kubrick é a primeira referência que me vem à cabeça, inclusive
por causa do visual do meu personagem", brinca Descartes, com uma
peruca de dar inveja a Jack Torrance, o personagem de Jack Nicholson no
thriller. "Há também a mesma sensação claustrofóbica."
Dutra e
a corroteirista Gabriela Amaral Almeida tiveram a liberdade e a
permissão do autor para mudar o necessário e incluir esse clima "dark".
"A sensação é a de que havia elementos bons de trabalhar a dramaturgia.
Estou curioso para ver a reação de quem leu a obra, ainda mais nesses
tempos de Harry Potter, em que tudo precisa ser muito fiel."
A
referência a Kubrick, no entanto, poderia ter virado um elemento
secundário em "Quando Eu Era Vivo". Isso porque, no meio do ano passado,
a cantora Sandy foi incorporada ao elenco para viver Bruna, uma
estudante de música que divide o apartamento com os dois homens.
O filme chega aos cinemas no dia 31 de Janeiro de 2014.
Fonte: Fã Clube Eternus
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