Diferente de Juliana Paes, que tem sido comparada constantemente a Sônia Braga no remake de Gabriela, Fernanda Vasconcellos não ouviu muitas comparações por assumir um papel que já foi interpretado por Carol Castro e Fernanda Paes Leme na atual versão da peça Dona Flor e Seus Dois Maridos. Curiosamente, Sônia também estrelou a personagem no cinema, em 1976.
Em cartaz pelo país até setembro deste ano, ao lado de Marcelo Faria e Duda Ribeiro, a atriz falou ao Virgula Famosos
sobre seu trabalho no teatro, durante um evento que aconteceu em São
Paulo, nesta quinta-feira (12). E declarou que procurou se inspirar
principalmente na obra literária.
“Não fui muito comparada, me perguntam muito se eu me baseei em
outras atrizes, mas na verdade eu me baseei muito no livro. Adoro o
trabalho de todas essas atrizes, respeito todas elas, mas costumo me
basear muito na obra sempre que vou fazer um trabalho. Acho que o
processo do ator é único e isso que faz com que seja legal e prazeroso.
Ao invés de ser influenciada, eu prefiro me jogar mesmo nesse processo
único, individual, mais baseado no texto”, revelou a artista.
O último trabalho da atriz na TV foi em A Vida da Gente, novela de Lícia Manzo exibida no horário das 18h na Globo, em 2011. Diferente de muitas tramas que abordam temas fictícios, a história da personagem Ana e da irmã Nanda (Marjorie Estiano) chamou atenção pela falta de vilão e mocinho, em um enredo comum a vida do telespectador.
“O maniqueísmo é mais fácil do público entender, prefere torcer por
um e não pelo outro. Ele se sente traído quando aquele [personagem] que
ele torce, na verdade, não é tão bonzinho, é para o público se
identificar mais rapidamente. Mas depois que ele se envolve numa trama
que se identifica e se autoanalisa, se vendo naquele momento: ‘Tá vendo,
eu não fui tão legal assim naquela situação’ e se reconhece para aquilo
virar uma melhora como ser humano, acho que é bem mais rico. Essa ação
social é bem mais forte”, analisou a atriz.
Ela ainda completou: “Para mim, foi muito especial fazer a Ana,
porque ela era uma menina de verdade, que errava, acertava e tinha uma
qualidade muito bacana de perceber e saber sair de cena, abrir mão de
seus sentimentos, quando percebia que estava sobrando naquela situação.
Eu gostava muito disso na personagem. Não havia um clima de competição,
porque ninguém era vencedor. Na vida ninguém vence, não tem isso, é você
viver das suas escolhas. Isso era muito bom do texto da Lícia”.
Fonte: Virgula
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