A cena foi simbólica. Em um grupo no qual acabou de ingressar, Kaká recebeu abraços de todos os companheiros em campo e fez todo o banco de reservas comemorar com entusiasmo um gol que pouco mudou a história da fácil vitória da Seleção por 6 a 0 diante do Iraque, nesta quinta-feira, em Malmo, na Suécia. Mais do que tudo, os 16 atletas que acompanharam pela televisão o ex-melhor do mundo jogar três Copas do Mundo vibraram por terem ganhado um importante reforço na caminhada para o Mundial de 2014.
Kaká estava afastado da Seleção desde a derrota para a Holanda nas quartas de final da Copa da África do Sul, em 2010. No período, enfrentou lesões, apresentou pouco futebol e foi deixado de lado no projeto de Mano Menezes para 2014. Mas, diante na necessidade de um jogador para adicionar experiência a uma Seleção que passou por grande reformulação, virou aposta para se tornar referência. E teve um começo promissor de executar a tarefa em que Ronaldinho falhou depois do fiasco da Copa América de 2011.
Diante de um adversário frágil e de futebol sofrível, fez o que dele se esperava. Buscou o jogo, deu assistência, se entendeu com os companheiros, tentou arrancadas e fez um gol ao velho estilo. Foi o primeiro com a camisa da Seleção desde 7 de junho de 2010, quando o Brasil derrotou a Tanzânia na preparação para a Copa da África. Saiu aplaudido aos 25min do segundo tempo até pelos iraquianos presentes em grande maioria no estádio.
Ainda resta saber se manterá o nível diante de rivais mais qualificados, mas Kaká já deu o cartão de visitas que deve garantir a ele vida longa neste novo momento na Seleção.
Mano Menezes já avisou que a avaliação para a Seleção Brasileira não será totalmente dependente do que acontecer no Real Madrid. Kaká tem nos pés a chance de se juntar a Ramires, Thiago Silva e Daniel Alves como únicos remanescentes de 2010 no projeto de Mano para 2014.
Fonte: Terra
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